Rede dos Conselhos de Medicina
CRM-AC participa de audiência pública para discutir reclamações de familiares de pacientes e médicos sobre falta de informações no INTO
Sex, 11 de Dezembro de 2020 17:20

O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC), representado pelo primeiro secretário, Dr. Virgílio Prado, participou nesta sexta-feira (11) de uma audiência pública realizada pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) por videoconferência.

O objeto foi discutir as reclamações de familiares sobre as dificuldades de receber informações de pacientes internados no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) com Covid-19. A audiência foi proposta pelo deputado estadual e também médico infectologista, Dr. Jenilson Leite.

Além do CRM-AC e dos deputados estaduais, participaram do encontro o secretário de Saúde, Alysson Bestene, promotor de Saúde do Acre, Gláucio Ney Shiroma o presidente em exercício do Sindicato dos Médicos Dr. Guilherme Pulici e familiares de pacientes internados na unidade.

Foi também debatida a reclamação dos profissionais médicos do Acre que relatam ter dificuldades tanto em receber informações sobre seus pacientes que estão internados no Into como de acessar o interior do hospital para acompanhar a situação desses pacientes.

Os temas debatidos na audiência pública já foram discutidos anteriormente em reuniões no CRM tanto com a direção da empresa Mediall, responsável pela administração do INTO-AC, como com o secretário de Saúde. Tanto que, em sua fala, o diretor da unidade, Hilton Picceli informou que já foram feitas algumas mudanças com relação às queixas dos familiares de pacientes e dos médicos, após as reuniões com o Conselho.

Entre as mudanças que foram feitas está a possibilidade de os pacientes que têm condições de se movimentar irem até uma sala onde vão poder ter acesso a um aparelho de celular e ligar, diariamente para sua família. Outro ponto é que eles podem avisar o horário que estarão no banho de sol para que seus parentes possam vê-los a uma distância segura.

“O acesso do médico à unidade de saúde precisa ser permitido, até por uma questão humanitária, a família do doente tem uma relação de confiança com o médico, geralmente de longa data. O acesso da família à informação deve ocorrer várias vezes ao dia. Todos têm direito de saber sobre a evolução do quadro até mesmo para tomar providências. Espero que as sugestões sejam acatadas”, afirmou o conselheiro diretor, Dr. Virgilio Prado.

 
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