Rede dos Conselhos de Medicina
Com aumento de internações, CRM cobra medidas urgentes de contenção do avanço da pandemia no Acre
Qua, 11 de Novembro de 2020 18:07

novafachada

Diante do aumento expressivo nas internações nos hospitais estaduais do Acre de pacientes com suspeita de contaminação pela Covid-19, o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) enviou um ofício à Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), nessa terça-feira (10), recomendando maior rigor quanto às medidas preventivas e às orientações sanitárias.

Desde o dia 5 de agosto, a maioria dos municípios do Acre está na faixa de atenção, representada pela cor amarela, conforme determina o Pacto Acre Sem Covid. No último dia 29 de outubro, após registrarem aumento de casos, as cidades que fazem parte da Regional do Alto Acre, regrediram e foram reclassificadas na fase laranja, que é a de alerta. A próxima avaliação do Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 está marcada para ocorrer no dia 13 de novembro.

Considerando suas prerrogativas de zelar e trabalhar pela medicina, pelos médicos e pela saúde, o CRM destacou que é evidente a necessidade de se adotar medidas urgentes de contenção do avanço da pandemia, já que a ocupação no Hospital de Campanha – INTO, instituição de referência para novos casos de coronavírus na capital acreana, chegou a alcançar 88%, segundo dados da própria Sesacre.

No documento, o Conselho ressaltou ainda que os dados do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB) mostram que o número de internações por Covid-19 cresceu exponencialmente, saltando de 3 pacientes internados no dia 20 de outubro, para 23, em apenas 15 dias, representando um aumento de 666,66%. 

Portanto, diante de todas as análises e demonstrações quanto ao cenário de elevação no número de internações Covid-19, juntamente com o acréscimo na procura por atendimento médico nas unidades de referência, o CRM reiterou a importância da adoção de medidas compatíveis com a gravidade do cenário, considerando o impacto sobre o sistema de saúde, tanto público quanto particular e para prevenir o colapso do sistema de saúde acreano.

 
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