Rede dos Conselhos de Medicina
Após instalação de cabine de desinfecção humana em rodoviária de Rio Branco, CRM-AC pede que MP tome providências para evitar danos à saúde pública
Sex, 14 de Agosto de 2020 17:12

O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) enviou um ofício, nesta sexta-feira (14), ao Ministério Público do Estado pedindo que tome providências para evitar consequências danosas à saúde pública após a prefeitura de Rio Branco implantar uma cabine de desinfecção humana, supostamente usada como uma medida de proteção contra o novo coronavírus, na Rodoviária Internacional da capital.

A Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco e o Dr. Osvaldo Leal, coordenador do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 também foram notificados.

No documento, o CRM citou a nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na qual afirma “faltar evidências científicas” de que o uso de estruturas como câmaras, cabines e túneis para desinfecção de pessoas tenha eficácia, enquanto medida preventiva contra o novo coronavírus (covid-19).

Além disso, a Anvisa destaca que a utilização desse tipo de estrutura pode dar às pessoas uma falsa sensação de segurança. Desse modo, levar ao relaxamento das práticas de distanciamento social, de lavagem das mãos frequente com água e sabão, de desinfecção de superfícies e outras medidas de prevenção.

Outra observação é que a cabine utiliza diversos produtos químicos, tais como: hipoclorito de sódio, dióxido de cloro, peróxido de hidrogênio, quaternários de amônio, ozônio, iodo, triclosan, clorexidina, entre outros, que podem ser danosos à saúde da população, uma vez que são aplicados diretamente na pele e nas roupas.

No mês de junho deste ano, a prefeitura da cidade de Manoel Urbano, no interior do Acre, cancelou a compra de duas cabines de desinfecção de pessoas após o CRM-AC pedir providências do Ministério Público, que notificou a gestão do município.

 
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