Rede dos Conselhos de Medicina
CRM faz nova vistoria em hospital de saúde mental do Acre e volta a constatar irregularidades
Qui, 30 de Julho de 2020 10:01

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Uma equipe de fiscalização do Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) fez nova vistoria no Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac), nesta quarta-feira (29), e voltou a constatar irregularidades. Essa é a terceira fiscalização realizada pelo Conselho na unidade durante a pandemia do novo coronavírus.

A ação, que faz parte do cronograma especial de fiscalizações conforme orientação do Conselho Federal de Medicina, foi realizada pelos conselheiros Marcus Vinicius e Vinícius Gressler.

“A gente identificou algumas irregularidades, entre elas a falta de barreira mecânica para proteção dos pacientes e funcionários contra a contaminação pela Covid-19. Essa constatação já tinha sido feita há 45 dias em uma vistoria anterior e foi encaminhado um documento da direção do hospital à Sesacre solicitando esses equipamentos e materiais para instalação da barreira, mas até agora não foi atendido, o que coloca em risco tanto os funcionários, como os pacientes que fazem uso da unidade”, afirmou o doutor Vinicius Gressler.

A fiscalização verificou ainda a deterioração do prédio, que não recebe uma reforma completa desde 1998. “Além disso, também identificamos que o novo diretor técnico da unidade nomeado não tem registro de especialidade em psiquiatria, o que é uma desconformidade com o determinado pelo CFM”, disse.

Outra irregularidade é com relação ao atendimento externo nas áreas de terapia ocupacional e psicologia que não está sendo feito. A informação repassada à equipe de fiscalização do CRM é que os profissionais responsáveis estão se negando a fazer os atendimentos por falta de condições de trabalho. A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) chegou a ser informada da situação, segundo a direção da unidade, mas não teria tomado nenhuma medida administrativa para resolver o problema.

Um relatório deve ser elaborado com o que foi constatado durante a vistoria para, em seguida, ser encaminhado tanto à Sesacre, como para a direção da unidade e também ao Ministério Público Estadual para que as devidas providências sejam adotadas.

 
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